Ame-se

Querer-nos nos faz bem, nos faz felizes. E é o melhor presente que podemos oferecer aos outros...

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Ter um sonho e se esforçar para alcançá-lo, descobrir o amor onde sempre esteve nos esperando e… LUZ, MUITA LUZ…

Curta-metragem “Luminaris”, de Juan Pablo Zaramella.
Tradução de Ana Lúcia de Melo
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Podemos nos perguntar como pode ser que a autoestima, esse conjunto de opiniões que sustentamos sobre quem somos, influa de maneira tão decisiva sobre todos os aspectos da nossa vida.

Como é possível que um só fator, a autoestima, tenha tantos efeitos e todos muito importantes?

Como é possível que um só fator, a imagem que temos de nós mesmos, tenha tantos efeitos… e todos muito importantes?

O modo que nos sentimos com respeito a nós mesmos afeta de forma decisiva todos os aspectos da nossa experiência, desde a maneira em que funcionamos no trabalho, no amor ou no sexo, até nosso proceder como pais e as possibilidades que temos de progredir na vida. Nossas respostas diante dos acontecimentos dependem de quem pensamos que somos. Os dramas da nossa vida são reflexos da visão íntima que temos de nós mesmos. Portanto, a autoestima é a chave do êxito ou do fracasso.

Nathaniel Branden

Nossa autoimagem, esse retrato que todos fazemos de nós mesmos, poderia ser uma simples e inocente descrição das nossas qualidades e defeitos, sem maiores consequências. Poderia nos representar com maior ou menor precisão, mas de antemão não parece necessariamente lógico que tenha tanta influência sobre nós, que determine por si só se poderemos ter uma vida feliz… ou nem tanto.

A seguir um vídeo que talvez nos revele de uma maneira inesperada como é que ter um alto nível de autoestima literalmente pode mudar a nossa vida.

“Estás Dulce – Pony”, publicidade do banco Francês.

Sim, sim… já sei… é verdade, este comercial na realidade não se refere à autoestima. Trata-se simplesmente de uma maneira bastante diferente de fazer promoção dos serviços de um banco. Mas, todos entendemos a ideia que apresenta: quando alguém se sente completamente satisfeito, então, se vê que ela está serena, tolerante e feliz… aconteça o que acontecer ao seu redor.

O comercial pode ser criticado com diferentes argumentos, como acontece sempre com as publicidades. Entre outras coisas é muito, mas muito exagerado. Só quero resgatar essa lógica que propõe e que todos entendemos: quando nos sentimos completamente satisfeitos, automaticamente nos convertemos numa melhor versão de nós mesmos.

Não somos bons nem maus. Satisfeitos atuamos como santos, insatisfeitos atuamos como diabos. (Alejandro Jodorowsky)

A insatisfação, diz Jodorowsky, nos faz atuar como diabos.

Estarmos insatisfeitos em ser quem somos, conduz inevitavelmente à autocrítica e à falta de amor por nós mesmos.

Esta insatisfação é a raiz de quase todos os conflitos nos que nos vemos envolvidos e de quase todas as discussões nas que participamos. Nesses casos queremos dos demais a compreensão e a aceitação que nós mesmos nos negamos.

Por isso gosto desse comercial. Uma pessoa satisfeita consigo mesma se pareceria um pouco com esta mamãe. Não porque deixe de dar limites razoáveis a sua filha ou porque lhe seja indiferente que aconteça uma pequena catástrofe na sua cozinha. Não, isso seria uma bobagem. Eu me refiro a que uma pessoa que se sente realmente à vontade consigo mesma e que está plenamente feliz de ser tal como é, terá também uma atitude de serena compreensão em relação aos demais, de natural confiança em si mesma, de autêntica felicidade.

Como detectar problemas de autoestima

A insatisfação com nós mesmos nos produz um mal-estar tão básico, que gera problemas em todas as áreas de nossas vidas. E quando termina se convertendo numa insatisfação crônica, nos gera problema crônicos.

No entanto, não sempre podemos ver claramente os problemas de autoestima em nós mesmos, porque em grande parte se tratam de processos inconscientes.

É uma boa ideia, então, estarmos alertas a certas pistas, observar atentamente pequenos detalhes, como se os olhássemos com uma lupa…

Um homem velho, olhando atentamente com uma lupa.
Um homem velho, olhando através de uma lupa.

Uma destas pistas é a dificuldade para aceitar elogios.

Se cada vez que alguém destaca algo positivo em nós, nos sentimos incomodados e a primeira coisa que nos ocorre é fazer um comentário que de alguma forma nos tire o mérito, então, estamos diante de uma pista que revela que não nos sentimos muito orgulhosos de nós mesmos.

Este problema é assombrosamente comum.

As pessoas as quais lhes custa aceitar os elogios mostram esta dificuldade sempre, inclusive nos casos em que o elogio seja realmente merecido. Então, não há que confundir essa característica com autêntica modéstia ou com humildade.

São simplesmente pistas, dessas que estamos procurando. São pequenos sintomas “inofensivos” que revelam a existência de problemas de autoestima mais sérios, mais profundos.

Axel Piskulic

Tradução de Ana Lúcia de Melo

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Relógio antigo (Autor: Václav Mach)
Chegou a hora de fazer nosso melhor esforço…
A imagem é de Václav Mach

Uma das ideias que normalmente procuro compartilhar é que a vida é quase sempre muito simples e fácil de desfrutar. E quando não podemos vê-la assim no geral é porque nos concentramos em certos aspectos negativos do que acontece ao nosso redor e condicionamos nosso bem-estar à solução de uma interminável lista de problemas.

Também muitas vezes proponho lembrar que estamos nas mãos de um Poder Superior, ao que sempre podemos recorrer quando não nos sentimos bem ou se precisamos de algo que não podemos conseguir com nosso próprio esforço individual. Na realidade somos parte desse Poder Superior, e podemos voltar a nos conectarmos com essa Fonte por meio de qualquer atividade que expanda nossa consciência, como a oração, a prática da meditação ou a apreciação deliberada de cada coisa boa que nos rodeia aqui e agora.

Aquietar nossa mente e experimentar gratidão seriam, então, as chaves esquecidas para recuperar esse bem-estar que tanto desejamos. Que ideia tão simples e poderosa…

Seguramente repito tanto essa mensagem porque é a que eu mesmo estou tratando de aprender… Quisera ser cada dia como o protagonista deste breve vídeo, que compreende que algo não está bem na sua realidade, que decide liberar-se da pesada carga que o limita e que tem a coragem de se elevar sempre, confiando na sua intuição.

Curta-metragem “O homem que viu um barco”, de Henrique Barone.

Porque mesmo que compreendamos que a vida é simples e fácil de desfrutar e que podemos convocar esse Poder Superior, do qual formamos parte, para criar conscientemente a realidade que desejamos, de todas as maneiras temos que tomar a decisão de fazê-lo de uma vez, devemos nos esforçarmos para sustentar e incrementar nosso nível de consciência. Porque se não fazemos nosso melhor esforço podemos continuar esquecendo nossa missão e atuando indefinidamente de maneira mecânica, como nos acontece habitualmente quando nos identificamos com nosso ego e vivemos de acordo com suas crenças limitantes.

Para sermos felizes temos que nos esforçarmos e devemos ser disciplinados… mesmo que esta ideia pareça contradizer quase todos os artigos deste blogue.

Curta-metragem “O ovo ou a galinha”, de Christine Kim y Elaine Wu.

Aqui outros exemplos do bom que pode ser o autocontrole e a disciplina para evitar cair nos velhos hábitos negativos que nos conduzem a nada que é bom:

Imagem de dois cachorros praticando o autocontrole (Autor: Tiago Hoisel)
A imagem é de Tiago Hoisel

Viver na “Matrix”

Pareceria que uma parte da nossa mente não quisesse nossa evolução e que preferisse que não desenvolvêssemos ao máximo o nosso potencial.

Isto não parece tão estranho se pensamos que cada manhã, quando escutamos o despertador, também há uma parte nossa que preferiria poder continuar dormindo indefinidamente, que trata de nos reter no sonho mesmo que a vida real não se desenvolva precisamente ali.

É que a parte da nossa mente (o ego) que resiste sempre ao nosso “despertar espiritual”, perderia, então, o controle que exerce atualmente sobre nossos pensamentos, emoções e ações.

A situação poderia se resumir assim: uma parte antiquada e disfuncional do nosso aparelho psíquico tem o controle e faz, discretamente e quase sem percebermos, tudo o que está a seu alcance para conservar esse poder, mesmo à custa de nosso bem-estar. E como a realidade exterior é uma projeção do nosso mundo interno, também podemos observar que os poderes econômicos e políticos do mundo se esforçam por continuar nos dominando, cada vez de maneiras mais sutis, mesmo que o resultado geral seja sempre negativo para todos.

O sucesso de um filme como “Matrix” talvez se explique em parte porque se trata de uma metáfora da nossa própria experiência: um mundo artificial onde as pessoas dormem e o mundo real no qual nem todos querem viver.

Imagem do filme Matrix
O protagonista de “Matrix”, elegendo entre despertar ou dormir indefinidamente.

Conselhos para despertar

Axel Piskulic

Tradução de Ana Lúcia de Melo
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