Ame-se

Querer-nos nos faz bem, nos faz felizes. E é o melhor presente que podemos oferecer aos outros...

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Cada momento é uma oportunidade de viver uma experiência agradável, única e muito valiosa. Podemos vivê-lo mecanicamente, distraídos, pensando em outra coisa (sempre relacionada com o passado ou o futuro, muitas vezes desagradável ou preocupante), ou podemos experimentá-lo plenamente, sendo conscientes do que estamos fazendo, de cada movimento, de cada sensação.

Cada momento assim vivido, com total plenitude, é uma experiência agradável, que nos conecta com nós mesmos e com a realidade, que nos relaciona de maneira positiva e autêntica com os demais, que nos permite aumentar nosso nível de autoestima. É um instante que podemos atesourar como quem guarda uma moeda num cofrinho. Cada moeda, por modesto que seja seu valor, é um aporte positivo que se acumula junto com todos os que já fizemos, e quem tenha a vontade de acumular essas moedas durante um tempo suficientemente longo, finalmente se surpreenderá de ter podido reunir uma soma maior do que imaginava.

Um cofrinho em forma de porquinho

Ás vezes, podemos desanimar porque as coisas não saem como esperamos, porque não estamos conformes com nossas circunstâncias, porque não nos sentimos plenamente felizes… E o fato de que em termos gerais a vida não pareça preencher todas as nossas expectativas nos faz perder de vista que sempre podemos desfrutar do momento presente. Quase sem exceções cada momento encerra elementos maravilhosos dos que podemos desfrutar… ainda que seja só durante breves instantes nos quais sejamos capazes de sustentar nossa atenção e apreciar o bom ao nosso redor.

Igual como com as moedas, cada momento de consciência plena que pudermos atesourar, que pudermos resgatar entre as longas horas que passamos habitualmente distraídos, vivendo de maneira mecânica, é um episódio positivo que incrementa nossa autoestima, que se soma “a nosso favor” no momento de fazer qualquer balanço pessoal, seja ao longo do dia ou de nossa própria vida. Não importa que se trate só de breves instantes já que finalmente a soma de todos esses momentos fará uma diferença realmente valiosa a nosso favor.

Axel Piskulic

Como aumentar a autoestima

Viver o momento presente com plena consciência

Enriqueta e Fellini, quadrinhos do cartunista Liniers.

Podemos experimentar plenamente cada uma de nossas ações, levando-as ao término com completa consciência do que estamos fazendo, de maneira a ir acumulando a benéfica sensação de estar presentes, de desfrutar o estar plenamente vivos. Esta atitude nos ajudará a fortalecer a confiança em nós e em nossa realidade presente e favorecerá o aumento da nossa autoestima.

Qualquer atividade se pode realizar com a atenção colocada no nosso corpo, nos movimentos que realizamos, na respiração e na grande quantidade de informação que recebemos por meio dos sentidos e que, normalmente, passamos por cima por considerarmos insignificante, irrelevante…

Ao caminhar, por exemplo, podemos nos concentrar nos nossos movimentos, realizando-os de maneira “deliberada”, talvez com certa lentidão, de forma tal que não haja nada que seja “automático”, atentos a nossa respiração e a cada sensação ou impressão de nossos sentidos.

Seguramente, não poderemos sustentar esse nível de consciência mais além de uns momentos. Isso não importa, só estamos tratando de somar a maior quantidade desses momentos vividos plenamente, só estamos tratando de aprender a desfrutar do tesouro de plenitude, alegria e paz que encerra cada momento.

Axel

Enriqueta e Fellini, quadrinhos do cartunista Liniers.
Para visitar a página de Liniers, autor desses quadrinhos.
Tradução de Ana Lúcia de Melo
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Ilustração de um grande coração, símbolo do amor
A ilustração é de DryIcons

Há muitas pessoas que são excessivamente críticas com elas mesmas. Quase nunca estão conformes com os resultados do seu trabalho, com a qualidade de suas relações, com sua vida em geral, não tem um nível saudável de autoestima…

São perfeccionistas. Mas não por terem um compromisso honesto com o bem feito, mas sim como estratégia para se protegerem da autocrítica diante do mais mínimo erro cometido.

Além disso, são excessivamente suscetíveis à crítica ou à desaprovação dos demais, na qual veem refletido seu próprio e doloroso conflito interno.

Essa parte autocrítica da personalidade está respaldada por emoções que parecem justificá-la, que a mostram “razoável”: frente ao erro próprio ou alheio, automaticamente surge a irritação ou o desgosto e então a opinião desfavorável (ou seja, a crítica) parece lógica e natural.

Se uma pessoa com essas características toma consciência de sua situação, se se dá conta de que a sua autocrítica só lhe provoca dor sem lhe ajudar realmente, em nenhum aspecto da vida, talvez se diga: “Bom, teria que deixar de ser tão crítico” ou “Deveria começar a me tratar com mais consideração”, o que não é mais que novamente o mesmo mecanismo muito, mas muito sutilmente disfarçado: observar o próprio “erro” e reclamar para você mesmo por cometê-lo.

Mas, então, o que fazer com esse traço da personalidade com o qual honestamente não estamos conformes, que sinceramente queremos abandonar, se ao apontá-lo como inapropriado estamos atuando sob a perspectiva da autocrítica que nada resolve? Mais precisamente, o que fazer com o crítico que levamos dentro se ao questioná-lo ou criticá-lo na realidade lhe estamos dando o controle e o fortalecemos?

A resposta a esta pergunta me pareceu desconcertante e inesperada. Não parece ser a solução lógica deste problema. Mas por ser a resposta correta, certamente também está respaldada pela lógica.

Vejamos: esta parte crítica (ou autocrítica) da personalidade, a que, disfarçada de saudável perfeccionismo, só provoca dor ao qualificar de insuficientes todos os nossos esforços e resultados já que, “logicamente” sempre poderiam ter sido superiores ou maiores ou melhores, essa parte crítica está ferida. Trata-se de uma parte lastimada, triste e irritada, precisamente porque se formou da crítica recebida pela criança que fomos.

Ilustração de uma menina trancada (Título: Prigionieri on; Autor: Nicoletta Ceccoli)
A ilustração é de Nicoletta Ceccoli

E é legítimo e inevitável que uma criança assim lastimada pelos adultos, se sinta doída, triste e irritada. E é compreensível que se expresse com a linguagem e com os códigos aprendidos da crítica sem amor. E uma criança assim lastimada, que não recebeu um estímulo sadio de amor e a aceitação incondicionais, não merece da nossa parte novas críticas e maltratos para “corrigi-lo”, mas sim o que lhe corresponde (e o reclama, a sua maneira) que simplesmente o aceitemos e que o amemos. O amor é o único que pode devolver-lhe (que pode devolver-nos) a paz, o equilíbrio e a alegria.

E esta conclusão não só vale no nosso interior. Quando finalmente entendemos esta situação que tem lugar dentro de nós, quando compreendermos que a única resposta eficaz contra a própria crítica ou a autoagressão é o amor por nós mesmos (especialmente pela nossa parte crítica), imediatamente apreciamos o alcance universal desta conclusão. Começamos a compreender qual é a verdadeira condição do “agressor”: alguém que na realidade se castiga a si mesmo, alguém que necessita com urgência dar-se e receber seu próprio amor, alguém que é incapaz de dar amor aos demais e de recebê-lo porque recria ou projeta neles seu próprio drama interno, e, finalmente, alguém como nós, que só necessita amor…

Como aumentar a autoestima

Apreciar nossas características positivas

O oposto à autocrítica é a autoestima. E assim como muitas pessoas foram literalmente treinadas para se criticar, do mesmo modo é necessário aprender a se estimar ou a se apreciar.

Proponho-lhe um simples exercício que nos permite nos apreciar cada vez um pouco mais. Trata-se de escrever uma lista de características positivas de nós mesmos. Podem ser características positivas da própria personalidade ou do corpo, ou pode se tratar também de habilidades ou talentos que tivermos especialmente desenvolvidos.

Por mais dificuldades que tenha para reconhece em você mesmo características valiosas, todos temos muitíssimas. E no momento que você comece a pensar nesses traços positivos seguramente irão se associando outros que talvez não tivesse tão presentes.

A ordem é encontrar 20 qualidades positivas (ou as que quiser ou puder) em um certo tempo (em uns minutos, durante o dia, etc.) de maneira que possamos finalmente leê-los e fazer nosso balanço positivo.

Nos recuerda el libro Um Curso em Milagres que ainda somos como Deus nos criou, e ainda que estivermos acostumados a destacar no geral os traços negativos de qualquer situação ou pessoa (incluídos nós mesmos), afortunadamente isto não tem porque continuar sendo assim…!!!

Axel Piskulic

Tradução de Ana Lúcia de Melo
Ilustração de uma menina cercada de cercada de corações (Autor: Analía Testone)
A ilustração é de Analía Testone
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Estes dois vídeos parecem ter sido realizados por pessoas que tinham algo muito pessoal para expressar e que sentiam verdadeiro amor pelo que estavam fazendo:

Tradução das frases que aparecem no vídeo: LÁGRIMAS DE GIULIETTA – “No começo estava a Natureza… Então algo aconteceu… e se fez maior… e maior ainda. Trataram de coexistir… mas não foi tão fácil. Deixe o seu carro… plante uma árvore. Detenhamos o aquecimento global… Desfrute da Natureza!”

Perdão pela seguinte reflexão tão óbvia e ordinária, sobretudo depois desses vídeos tão delicados:

O ato de se coçar não teria nenhum sentido se o fizéssemos quando outras pessoas nos ordenassem e num lugar qualquer do nosso corpo no qual nos indicassem fazê-lo.

É claro que a ação de se coçar tem sentido se a executamos quando é necessária (muitas vezes urgente!) e nesse exato lugar que só nós podemos precisar.

Salvo devidas distâncias, algo parecido poderia se dizer de qualquer coisa que façamos, inclusive de atividades muito importantes das nossas vidas: algumas as realizamos mecanicamente, por obrigação, sem estar realmente interessados ou comprometidos, e outras, pelo contrário, as realizamos com verdadeira paixão, porque são uma expressão autêntica daquilo que surge espontaneamente do mais profundo do nosso Ser.

Vale a pena refletir sobre o sentido que tem continuar com algumas dessas atividades que ainda fazemos por obrigação…

Algumas frases de Steve Jobs:

Steve Jobs com a sua família
Steve Jobs com a sua família

Steve Jobs

Nas grandes histórias da literatura ou do cinema, os protagonistas muitas vezes enfrentam todo tipo de dificuldade para poder finalmente alcançar aquilo que tanto desejam. Nada haveria de interessante na história de Romeu e Julieta, se eles tivessem obedecido à ordem que lhes impunham suas famílias. E nenhuma criança acharia encantadora a história da Gata Borralheira se ela tivesse aceitado docilmente o destino que lhe reservava sua madrasta.

A qualidade do nosso trabalho

Faz alguns anos, no meio de uma crise pessoal, tive a ideia de fazer meu próprio site. O que começou por simples curiosidade foi me interessando cada vez mais e despertando em mim alguns talentos que não sabia que tinha.

Ser autênticos não significa sermos perfeitos nem “maravilhosos” nem nada no estilo. Só é expressar por meio de nossas ações o que realmente sentimos e pensamos. E quando trabalhamos com paixão, pondo toda nossa energia naquilo que mais gostamos de fazer, obtemos os melhores resultados.

É claro que este site não é precisamente o melhor de todos os que há na internet, mas sim sei que é a melhor página que eu posso fazer, que é o melhor que tenho para oferecer.

Axel Piskulic

Tradução de Ana Lúcia de Melo

“Ame-se” também percorreu seu próprio caminho ao longo do tempo e experimentou sua própria evolução. Por exemplo, assim se via há algum tempo:

Clique sobre a imagem para viajar no tempo…

O blog 'Ame-se', há alguns anos atrás

E um pouco antes era assim:

Clique sobre a imagem…

O blog 'Ame-se', há alguns anos atrás

E finalmente, assim era “Ame-se” nas suas origens, quando sabia somente o básico sobre como fazer meu próprio site:

Clique sobre a imagem…

O blog 'Ame-se', há alguns anos atrás
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